quarta-feira, 10 de abril de 2013

Análise de uma ótica só - opressores e oprimidos



                                 "Se ficarmos neutros diante de uma injustiça
                                          escolhemos o lado do opressor."


Escolher significa dividir - opressor e oprimido, culpado e inocente, certo e errado.
Ficar neutro significa não escolher, não classificar, não tomar partido.

Numa questão de ordem
numa disputa
ficar neutro significa respeitar ambos os lados.

A neutralidade expressa a consciência da não dualidade, da igualdade,
do direito que ambos o lados possuem de se expressar.

A lei e a ordem social existem assim como existem lei e ordem espiritual.
Qualquer disputa, qualquer divergência devem ser encaradas sob essas óticas
e sob essa ótica não existem opressores nem oprimidos, favorecidos nem desfavorecidos.
Para a lei todos são indivíduos. Fora da lei o que existe são opiniões pessoais.

Aquele que cumpre a lei sabe o que está fazendo, o que descumpre também sabe.
As opiniões divergentes geram disputas e palavras de exclusão.
Quem chama para a briga quer brigar. Quem aceita também quer.
Escolher um lado é assistir e torcer. Eleger um favorito. Tomar um assento na platéia.

Palavras como "fazer justiça", "ficar do lado dos oprimidos" e tantas outras
colocam fora de questão a diversidade humana e levam à exclusão, ao extermínio.
São como pequenos passos de quem já está à beira do abismo.

Permanecer neutro em situações de disputa
significa não ser o carrasco do perdedor.




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