quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O próprio Deus é incompleto sem mim.

Quando, no Dia da Criação, Deus modelou o homem na argila, à sua imagem e semelhança, Ele soprou em suas narinas o sopro da Vida.
O Sopro da Vida é uma parte de Deus que habita em nós. É nossa parte divina.
É esse Sopro Divino a Vida em nós, nossa Divindade, nosso ponto de União com o Pai, com o Criador.

Nossa peregrinação para voltar ao Pai iniciou-se com a expulsão do Éden. Lá nós perdemos a eternidade e a aceitação incondicional da Criação.

Fora do Éden nossa vida tem sido labutar a terra em busca de alimento com o suor de nosso rosto; dominados ora por dores ora por paixões, com a sombra da morte a nos perseguir. Até que tornemos ao pó.

A ânsia pelo conhecimento fez-nos sair do Éden.

O Éden, o paraíso perfeito criado pelo Pai para nos abrigar, continha em si todos os elementos necessários às nossas necessidades e foi-nos dado domínio total sobre toda a criação. Poderíamos exercer todos os talentos natos para criar, transformar, administrar, dominar. Mas o Pai também conhecia nossa mente - curiosa e astuta e por isso avisou-nos sobre a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. E nossos pais ancestrais comeram do fruto proibido e a dualidade entrou no Éden. E para que não comessem do fruto da Árvore da Vida e perpetuassem o erro por toda a eternidade o Pai os expulsou do Paraíso.

Nossa peregrinação desde o Éden tem sido o caminho que os descendentes de Eva e de Adão tem percorrido para se lembrarem da perfeição da Criação.
E cada vez que dividimos a Criação em opostos - em bem e mal, estamos novamente nos alimentando do fruto proibido.

2 comentários:

  1. o mito é jovem por toda a eternidade. ser jovem é construir a mitologia da própria vida. não pelo ego, mas pelo coletivo.

    parabéns! bravo!!

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  2. Obrigada, Sanchito. Saber que há quem se importe faz valer a pena. Um beijo!

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